O que a pesquisa revela?
Pesquisadores descreveram dezoito fósseis de hominíneos provenientes da pedreira principal de Drimolen, na África do Sul, incluindo um fragmento craniano adulto atribuído a Homo erectus. A idade aproximada de dois milhões de anos reforça evidências de que essa espécie já estava presente no sul da África cerca de duzentos mil anos antes do que indicavam algumas referências tradicionalmente utilizadas. A coleção também inclui fósseis de Paranthropus robustus, permitindo comparar mudanças dentárias e cranianas entre populações antigas.
Por que isso é importante?
O estudo contribui para reconstruir a diversidade de hominíneos que coexistiram no início do Pleistoceno e mostra a importância de descrever cientificamente materiais já escavados. A nova atribuição não significa que a espécie tenha surgido necessariamente em Drimolen: trata-se de evidência de sua presença no local e no período estudado. As interpretações dependem da datação e da identificação dos fósseis.
Fonte: ScienceDaily.